Planeje o primeiro trimestre da clínica em dezembro e comece o ano com o caixa projetado

O regime tributário escolhido no começo do ano vale até dezembro. No Simples Nacional, a Lei Complementar 123/2006 diz que a opção é irretratável para todo o ano-calendário. No Lucro Presumido, a Lei 9.430/1996 diz que a opção vale para todo o ano e é manifestada com o pagamento da primeira guia do imposto. Ou seja, uma decisão tomada no início do ano pesa sobre os doze meses seguintes.

O regime, porém, é só uma das decisões que a clínica precisa tomar antes de janeiro. A projeção do caixa do primeiro trimestre, a regra de retirada dos sócios e o calendário de investimentos também valem para o ano todo, e todas dependem dos números de dezembro. Este artigo mostra como montar o planejamento financeiro da clínica para o início do ano, o que a Ellun entrega em cada parte e quais critérios usar para avaliar qualquer empresa que for cuidar disso.

Que decisões do planejamento financeiro da clínica valem para o ano inteiro?

Algumas decisões podem ser ajustadas a qualquer momento. Outras, depois de tomadas, valem até o fim do ano ou têm efeito por vários meses. O planejamento financeiro da clínica concentra em dezembro as decisões do segundo grupo:

  • Regime tributário. Ele define quanto imposto sai sobre cada real faturado durante o ano inteiro.
  • Projeção de caixa de janeiro a março. Ela mostra se o primeiro trimestre fecha positivo e quanto falta, se faltar.
  • Regra de retirada dos sócios. Ela define quanto cada sócio recebe por mês e quando o lucro é distribuído.
  • Calendário de investimentos. Ele define quando comprar o equipamento, abrir a sala nova ou contratar mais um profissional sem apertar o caixa.
  • Valor mensal da reserva. Ele define quanto separar por mês para o 13º, as férias e os meses de agenda menor.

Por exemplo, uma clínica que decide comprar um equipamento de R$ 120 mil em fevereiro precisa saber, ainda em dezembro, se o caixa de fevereiro comporta a entrada do pagamento. Do mesmo modo, se a clínica pretende mudar de regime, a comparação precisa estar pronta antes da primeira guia do ano.

Quer saber quais dessas decisões a sua clínica ainda precisa tomar antes de janeiro?

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Como projetar o caixa da clínica de janeiro a março?

A projeção de caixa lista, mês a mês, o dinheiro que vai entrar e sair pela data em que ele realmente se move. Para o primeiro trimestre, ela precisa de linhas que um controle comum costuma esquecer.

LINHA DA PROJEÇÃO DE ONDE VEM O NÚMERO EXEMPLO ILUSTRATIVO
Parcelas de cartão a receber Vendas parceladas dos meses anteriores Procedimento de R$ 6 mil em 6 vezes, vendido em dezembro, entra R$ 1 mil por mês até junho
Recebimentos de convênio Produção já enviada e calendário de cada operadora Atendimentos de dezembro previstos para fevereiro, com a glosa média descontada
Agenda prevista Histórico do mesmo período no ano anterior Se janeiro teve 20% menos atendimentos no ano passado, a projeção parte desse número
Guias de imposto Faturamento do mês anterior A guia de janeiro é calculada sobre o faturamento de dezembro
Reajustes do início do ano Contratos de aluguel, data-base da categoria e tabelas de convênio Aluguel de R$ 12 mil com reajuste previsto para janeiro
Investimentos e retiradas Decisões dos sócios para o trimestre Entrada de um equipamento em fevereiro e distribuição de lucro em março

Com essas linhas preenchidas, a projeção mostra o saldo acumulado de cada mês. Se março aparece negativo em R$ 20 mil, por exemplo, a clínica ainda tem dezembro inteiro para decidir entre adiar o investimento, antecipar parte dos recebíveis ou separar uma reserva. O artigo Por que o caixa da clínica aperta entre dezembro e fevereiro? mostra, numa tabela mês a mês, como 13º, férias e vendas parceladas formam esse saldo negativo. Já o artigo Reserva de caixa, antecipação ou capital de giro compara o custo de cada forma de cobrir a falta.

Além disso, a projeção só funciona se for atualizada. Uma projeção feita em dezembro e esquecida até março perde o valor no primeiro convênio que atrasa. Por isso, vale definir desde já quem atualiza os números e com que frequência.

Por que o regime tributário entra no planejamento antes de o ano começar?

Como o regime vale para o ano inteiro, a comparação precisa ser feita com os números do ano que está terminando. Ela considera faturamento, folha, tipo de serviço e todos os tributos somados.

Em clínica, essa comparação costuma envolver pontos específicos. Por exemplo, no Simples Nacional, a relação entre a folha e o faturamento define em que anexo a clínica fica, e isso muda o imposto de forma relevante. O artigo Clínica no Simples Nacional: quando esse regime deixa de ser vantajoso? explica o Fator R e mostra em que ponto o Simples deixa de compensar. Além disso, a clínica que faz procedimentos pode ter um enquadramento diferente da que só faz consultas, como mostra o artigo Simples, presumido ou equiparação hospitalar: qual regime cabe na sua clínica?.

Se a clínica já sabe que vai ultrapassar algum limite do Simples, dezembro é o mês de preparar a transição. O artigo Clínica vai sair do Simples Nacional? Prepare dezembro lista o que organizar antes da mudança.

Por fim, o regime afeta diretamente a projeção. Se a mudança de regime aumenta ou reduz a guia mensal, o caixa de janeiro a março muda junto. Por isso, a decisão tributária e a projeção de caixa são feitas lado a lado.

Como encaixar a retirada dos sócios e os investimentos no primeiro trimestre?

Com a projeção pronta, a clínica sabe quanto sobra em cada mês. A partir daí, retiradas e investimentos entram no calendário nos meses que comportam cada saída.

Para a retirada, o ponto de partida é separar pró-labore, que é mensal e fixo, da distribuição de lucro, que depende do resultado apurado. Por exemplo, três sócias que retiram R$ 15 mil cada todo mês, sem olhar o resultado, podem tirar mais do que a clínica lucrou em janeiro, quando a agenda é menor. O artigo Pró-labore ou distribuição de lucros: quanto cada sócio da clínica pode tirar? mostra como montar essa regra e um calendário de distribuição.

Para os investimentos, a pergunta é em que mês o caixa aguenta a saída sem depender de crédito. Por exemplo, se a projeção mostra fevereiro apertado e março folgado, o equipamento pode entrar em março, com a mesma utilidade e menos risco. Do mesmo modo, a contratação de um profissional novo muda folha, repasse e, no Simples, a relação usada no Fator R. Assim, ela também passa pela projeção e pela comparação tributária antes de acontecer.

O que a Ellun entrega em cada parte do planejamento financeiro da clínica?

Na Ellun, cada parte do planejamento é feita por um serviço com especialista próprio. Os setores são interligados e compartilham as informações. Assim, a projeção de caixa usa a mesma DRE que a contabilidade fecha, e a comparação de regimes parte dos números que já estão organizados. A clínica pode contratar um serviço ou mais de um, e incluir outro a qualquer momento.

PARTE DO PLANEJAMENTO SERVIÇO DA ELLUN O QUE É ENTREGUE
Resultado do ano e de cada mês Assessoria contábil DRE e balanço mensais, que mostram o lucro real de cada mês e do ano
Projeção de caixa e reserva Terceirização financeira Conciliação bancária diária, contas a pagar e receber, lembretes de cobrança e projeção de caixa de 90 dias
Resultado por unidade ou especialidade Terceirização financeira Organização de centros de custo por unidade ou especialidade
Regime tributário Planejamento tributário Comparação de cenários com todos os tributos antes de qualquer mudança de regime

Na terceirização financeira, a aprovação de cada pagamento fica sempre com o sócio. A Ellun organiza, registra e projeta, e o sócio decide com base nos relatórios. Além disso, o atendimento é pelo WhatsApp, com retorno no mesmo dia útil, sem abertura de chamado.

São 9 anos de mercado e mais de 2.700 empresas atendidas. O primeiro contato é um diagnóstico por mensagem, e em seguida uma reunião online de apresentação, em que a equipe mostra como cada serviço funcionaria no caso da sua clínica.

Quer ver como o planejamento do primeiro trimestre funcionaria na sua clínica?

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Como avaliar quem vai fazer o planejamento financeiro da clínica?

Seja qual for a empresa escolhida, alguns critérios objetivos ajudam a comparar propostas. Vale fazer cada uma destas perguntas na primeira conversa:

  • Quem aprova os pagamentos? A resposta precisa ser o sócio. Quem registra e quem decide devem ser pessoas diferentes.
  • A projeção de caixa tem horizonte definido? Por exemplo, 90 dias à frente, atualizados com os recebimentos reais.
  • O resultado do mês vem numa DRE com critério constante? Sem isso, janeiro e março não podem ser comparados.
  • A comparação de regimes inclui todos os tributos? Comparar só a alíquota de um imposto pode levar a uma escolha que custa mais no ano.
  • Quem é o especialista de cada área, e como eles trocam informações? Quando financeiro, contabilidade e área tributária usam números diferentes, o sócio recebe respostas que não batem.
  • Qual é o canal de atendimento e o prazo de resposta? Uma dúvida sobre pagamento em dezembro não pode esperar uma semana.

Para quem quer se aprofundar nessa avaliação, o artigo Pergunte isso antes de contratar terceirização financeira para a clínica traz outras perguntas sobre escopo e rotina do serviço.

Qual o primeiro passo para o planejamento financeiro da clínica ainda em dezembro?

O primeiro passo é reunir os números que alimentam todas as decisões: o faturamento e a folha dos últimos doze meses, as vendas parceladas a receber, a produção de convênio ainda não paga e os contratos com reajuste no início do ano. Com eles, a projeção de janeiro a março fica pronta e mostra quanto sobra, ou falta, em cada mês.

Em seguida, a clínica decide, nessa ordem, o regime, a regra de retirada, o calendário de investimentos e o valor da reserva. Cada decisão usa a anterior: o regime muda a guia, a guia muda a sobra, e a sobra define quanto os sócios podem retirar e investir.

Ainda dá tempo de planejar o primeiro trimestre. Mande uma mensagem e a gente começa pelo diagnóstico.

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